A morte do personal trainer Eduardo Werneck Stevens, de 31 anos, após uma explosão seguida de incêndio em seu apartamento em Foz do Iguaçu, ganhou novos contornos nos últimos dias. A família de Eduardo reuniu prints de conversas de um grupo de WhatsApp de moradores do condomínio, onde diversos relatos sobre cheiro de gás circulavam antes do acidente. O material foi entregue à Polícia Civil e agora faz parte do inquérito que investiga o caso.
Relatos antigos de vazamento de gás
Segundo Rosa Werneck, mãe da vítima, os moradores já vinham reclamando do cheiro de gás nos blocos do condomínio há algum tempo. “Tinha muito vazamento de gás, relatos de moradores, e não é de agora, já vem de tempos”, contou. Para a família, as mensagens reforçam a suspeita de um problema estrutural na rede de gás do prédio.
Explosão e tentativa de socorro
A explosão aconteceu no dia 26 de fevereiro, por volta de 0h20, no apartamento onde Eduardo morava há cerca de dois anos. No momento do acidente, ele estava acompanhado de uma mulher. Segundo relato repassado à família, Eduardo perguntou se havia cheiro de gás, levantou-se para conferir e, em seguida, ocorreu a explosão. O personal trainer foi socorrido em estado grave, com queimaduras em 90% do corpo, e transferido para o Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, referência no tratamento de queimados. Ele não resistiu e morreu na madrugada do dia 6 de março.
Perícia confirma acúmulo de gás, mas origem é desconhecida
O laudo pericial confirmou que houve acúmulo de gás GLP no apartamento, seguido de explosão e incêndio. Porém, não foi possível determinar a origem do vazamento. Segundo o perito Raul Messias Lessa, a análise ficou limitada pela destruição de evidências, como a mangueira de gás, que não foi encontrada. Ele ressaltou que a perícia não pode afirmar se houve erro humano ou falha estrutural, e que a conclusão sobre responsabilidades cabe à investigação policial.
Condomínio e investigação
O condomínio informou que o prédio foi entregue em abril de 2024, possui sistema de gás encanado, laudos técnicos em dia e projetos aprovados pelo Corpo de Bombeiros. Após a explosão, o bloco foi interditado e os moradores realocados por segurança. Os andares inferiores já foram liberados, mas o quarto andar, onde ocorreu o acidente, segue interditado. O síndico afirmou que todas as reclamações dos moradores foram verificadas e os problemas corrigidos.
Família pede investigação profunda
Para a família de Eduardo, os prints entregues à polícia podem ajudar a esclarecer o que aconteceu. Eles pedem que os relatos antigos de cheiro de gás sejam investigados a fundo, para saber se houve falha na rede do condomínio e eventual responsabilidade pela tragédia. “Ele era muito cuidadoso, prezava por coisa boa, segura”, reforçou a mãe.
O inquérito policial segue sob responsabilidade da delegada Iane Cardoso Nascimento. O portal CGN seguirá acompanhando o caso.
Com informações Rádio Cultura FM.
